Segurança, acesso e continuidade
Quem vê o quê, e o que acontece se algo der errado
Esta página descreve os controles que existem hoje e o que cada um significa para a operação da sua empresa. Ela também diz o que ainda não existe — porque uma lista de controles sem as lacunas serve para vender, não para decidir.
Nenhuma certificação de segurança foi obtida, e nenhuma auditoria externa foi realizada. O que está abaixo é o comportamento verificado do sistema.
Uma empresa nunca vê a outra
Toda leitura e toda escrita no Stonen são limitadas à organização de quem está pedindo. Um registro de outra empresa não é filtrado da tela: ele é recusado pela API, com um erro próprio.
Para o seu negócio, isso significa: a sua carteira de clientes, o seu estoque, os seus preços e as suas conversas não aparecem para outra empresa que use o mesmo produto — nem por erro de digitação, nem por link compartilhado por engano.
Esse isolamento vale para todos os perfis, inclusive o titular da conta. Não há um perfil que enxergue tudo.
Cada pessoa vê o que o papel dela permite
O acesso é decidido por 35 permissões, combinadas em quatro perfis. A regra que atravessa todas é a que o dono do produto fixou: leitura ampla, ação comercial restrita.
A tabela completa — cada permissão contra cada perfil — é gerada a partir do próprio código que a API usa em cada requisição, e não escrita à mão. Se a tabela estiver errada, o código está errado junto.
| Perfil | O que ele faz | O que isso evita |
|---|---|---|
| PerfilTitular | O que ele fazenxerga a operação inteira, administra a equipe e as configurações | O que isso evitaque a empresa dependa de uma pessoa de fora para mexer na própria conta |
| PerfilGerente | O que ele fazdistribui trabalho, acompanha e intervém; age fora da própria carteira por exceção, com motivo | O que isso evitaque o gerente fique bloqueado — e que ele mexa na carteira alheia sem deixar rastro |
| PerfilVendedor | O que ele faztrabalha a própria carteira; não age na de outro | O que isso evitaque a carteira de um vendedor seja acessada por outro |
| PerfilTecnologia | O que ele fazcuida de integrações e qualidade de dados. Tem 7 das 35 permissões: vê o estoque físico, mas não vê carteira, preço, oportunidade nem cliente | O que isso evitaque quem opera a parte técnica enxergue a operação comercial |
Algumas ações exigem motivo declarado para serem aceitas, e a recusa é do servidor, não da tela. Esconder um botão não é controle de acesso.
O que foi feito fica registrado
As decisões comerciais são gravadas como eventos, e não como um campo que a próxima alteração sobrescreve. A recomendação original, a decisão da pessoa, a abordagem, a resposta do cliente e o desfecho ficam ligados entre si.
Para o seu negócio, isso serve para responder perguntas do tipo *"por que esse material foi oferecido para esse cliente?"*, *"quem mudou o responsável desta oportunidade?"* e *"o que o cliente respondeu, e quando?"* — meses depois, sem depender da memória de ninguém.
É um histórico do que aconteceu com a operação comercial. Não é um log de auditoria de segurança no sentido formal: o Stonen não mantém registro próprio de tentativas de login, porque a autenticação é feita por um sistema de identidade separado.
Senha não fica aqui
O Stonen não guarda senha. Quem autentica é um sistema de identidade separado, e o produto recebe apenas a confirmação de quem é a pessoa e do que ela tem direito.
A consequência prática: desligar o acesso de alguém não depende de mexer no Stonen, e um problema no Stonen não expõe credencial de ninguém.
Isso também é uma dependência: sem o sistema de identidade disponível, ninguém entra. O produto foi construído para recusar subir sem ele, em vez de abrir uma porta alternativa.
Backup e recuperação
Existem quatro camadas de cópia, com cadências diferentes, porque cada uma protege contra uma falha diferente: erro de aplicação, perda da máquina, perda da conta do provedor, e perda total.
A restauração foi ensaiada, e não apenas documentada: num teste com registro de data, o banco voltou a responder em cerca de 15 segundos.
| Camada | Protege contra | Não protege contra |
|---|---|---|
| CamadaCópia diária no próprio servidor | Protege contraerro de aplicação, exclusão acidental | Não protege contraperda do servidor |
| CamadaCópia diária para outro lugar, cifrada | Protege contraperda do servidor | Não protege contraperda da conta do provedor |
| CamadaCópia duas vezes ao dia para fora do provedor, cifrada | Protege contraperda do servidor e da conta | Não protege contradias em que a máquina de origem não é ligada |
| CamadaCópia semanal da máquina inteira | Protege contraperda total | Não protege contraaté 7 dias de atraso |
O que ainda não existe: recuperação para um instante exato (*point-in-time*). O pior caso realista de perda é a janela entre duas cópias — cerca de 24 horas. Fechar isso é uma decisão de custo em aberto, e está registrada como tal.
O que ainda não existe
Esta lista está aqui porque decidir com ela é diferente de decidir sem ela.
- Não há monitor externo à máquina. Existe um vigia que percebe "a aplicação caiu" e avisa. Ele não percebe "o servidor inteiro morreu", porque ele mora no servidor.
- Não há nível de serviço contratado (SLA). A medição de disponibilidade começou em setembro de 2026; sem histórico não há base para prometer número em contrato, e prometer sem base seria pior do que não prometer.
- Não há certificação nem auditoria externa de segurança.
- A recuperação para um instante exato não existe — ver a seção anterior.
- Uma única empresa em produção. O isolamento entre organizações é testado, mas o comportamento sob várias empresas simultâneas ainda não foi medido em escala real.
Cada um desses itens tem responsável e custo identificados no acompanhamento interno do produto. Nenhum está esquecido; alguns estão esperando decisão de investimento.
Página atualizada em 22 de setembro de 2026.